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Não é sem razão que a Igreja classifica a inveja como pecado capital, muitos males provém dela. Diz o livro da Sabedoria que é por causa da inveja que o demônio levou a pecar os nossos primeiros pais no início da história da humanidade.
A inveja é companheira daquele que não suporta o sucesso dos outros, e que não se conforma em ver alguém melhor do que ele mesmo. Está sempre com aquelas pessoas soberbas, que querem sempre ser melhores do que as outras em tudo, e muitas vezes é companheira daquelas pessoas inseguras, fracassadas ou revoltadas, que, não conseguindo o sucesso das outras, ficam corroídas de inveja. O passo seguinte é desejar que o outro vá mal nos seus negócios e nas suas atividades. Fica torcendo pelo mal do outro; e quando este fracassa, diz no interior “bem feito!”.Ao invés de se alegrar com o sucesso do irmão, no seu trabalho para o reino de Deus, muitas vezes se fica remoendo a inveja porque não se consegue o mesmo sucesso. O que importa afinal, é o meu sucesso, o sucesso do outro ou o crescimento do reino de Deus e a salvação das almas?
Cada vez que o sinal da inveja se fizer presente em nossa alma, e nos dominar, podemos estar certos de que ainda somos imaturos na fé. E despreparados para servir ao Senhor no seu Reino como Ele deseja.
Algo estranho acontece com muitos de nós: quando vemos alguém necessitado, fazemos de tudo que é possível para ajudar essa pessoa; mas, se ela melhora e nos ultrapassa, passamos a invejá-la, e começamos a desejar o seu fracasso para que não esteja melhor que nós. O pior é que isso ocorre até entre os irmãos da fé e os irmãos de sangue.
A virtude oposta à inveja é a benevolência. Quando o triste sentimento de inveja quiser aninhar-se em nosso coração, é preciso, de imediato “agir-contra”, isto é, reagir com benevolência: desejar o bem da pessoa invejada, fazer o bem a ela, e falar bem dela.
É para eliminar cada membro a auto-suficiência arrogante e a presunção soberba, que Deus nos fez necessitados uns dos outros. E não pode haver dissensões, rivalidades, inveja e ciúmes entre os membros.
FONTE : "Os pecados e as virtudes capitais - Prof. Felipe Aquino"